12 de dezembro de 2013

Adoro o Circo - por Luiz Lisboa

Vi no equinócio
 A igualdade da noite e o dia
 Pus a máscara fui ao circo
 Viver uma utopia
 Cumprimentei muitos com abraço
 Fiquei contente em ser palhaço
 Quando vi a criança que sorria

Viajei para o oriente
O saara em minha frente
 Era noite e chovia
 Uma tempestade forte
 Dessas que causa a morte
 E que faz a areia virar lama

E sentindo calafrio
 Naquela terra entre rio
 Decifrei códigos da mesopotâmia

Num escaler polinésio
 Comi peixe com escama
 Cruzei o pacífico
 Fui parar no atacama
 Nos andes fui criador
 Lá eu era um pastor
 Tosquiava alpacas e llamas

Andei vários desertos
 Foram tantos sonhos incertos
 Pesadelos de cair da cama
 Nos meus sonhos de pivete
 Fui parar lá no Tibete
 Para ouvir o Dalai Dalai Lama

Vi civilizações remotas
 No paleolitíco vi nômades
 Vivendo em plena felicidade
 A caça e a pesca
 Alimentava a comunidade
 Frutos colhiam em abundâcia
 Era grande a variedade

Há dois mil anos atrás
 Condenaram o profeta da paz
 Porque pregava a verdade
 No século XIII fui aluno de Pacom
 Ele me ensinou o dom
 De viver sem falsidade

Hoje aqui na minha sala
 Fico trêmulo perco a fala
 Quase a morrer de ansiedade
 Uma coisa quero saber
 Quem é capaz de me dizer
 Onde encontrar a LIBERDADE?

Fátima um abraço do seu amigo, e Palhaço.Adoro o circo.

LUIZ LISBOA















Um comentário:

  1. A liberdade, Lisboa, está dentro de nós. Obrigada pela colaboração.
    Fafá Bitu

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