29 de abril de 2011

Le Muguet - Dia do Trabalho

Esta flor tem como significado: Felicidade, amuleto da sorte. Na França, o muguet costuma ser oferecido aos familiares e aos amigos no dia 1 de Maio para lhes dar felicidade. É a flor oficial do dia do trabalhador. Era a flor mais representada durante a Belle Époque. É a flor emblema da Maison Dior. Apesar de ser lindíssima é uma flor tóxica!! Segundo a tradição cristã, simboliza as lágrimas da Virgem Maria, daí que esta flor também se chama lágrimas de Nossa Senhora.


Viagens

Tantas são as viagens do espírito
E não é preciso muito para realizá-las
Não existem segredos para enfrentá-las
A coragem é o único passaporte eficaz
Claro que existem percalços a enfrentar
Reais e ilusórias armadilhas, francos desafios
Monstros de espumas, de vento, de areia, até verdadeiros
Assombros surgem do nada, dos templos, dos outros
O amor e a fé são as únicas armaduras eficazes
Tantos são os improváveis destinos
E o mais procurado é o inexistente: as plumas excitantes da felicidade
Mas não se desiste do que não existe, vale a pena buscar
Porque é na busca onde se constrói a beleza da existência
É nesse incansável tormento de vir a ser que se é
Mesmo tendo a utopia como escopo principal
É na angústia de chegar a lugar nenhum que se segue em frente
Que se eleva nas conquistas e nas descobertas
Não podemos parar no primeiro medo ou na primeira dúvida
Muito menos poderemos voltar
Tantas são as viagens do espírito que se deve apenas ir
Com as rédeas seguras para desviar os abismos
Tentar conduzir os cavalos dessa carruagem alucinada
Com atenção permanente, pois eles se alimentam de desejos
Alguns indigestos desejos podem fazê-los disparar
Com as rédeas firmes corrija o rumo, enquanto eles ainda permitirem
Mas por alguns momentos deixe-os livres
Há caminhos que só eles sabem trilhar
A viagem é longa e triste para os desesperançados
Mas é atemporal e alegre para os que se vestem de alegria e paz
Não há motivos para escolher o caminho mais enfadonho
Não se pode voltar, mas se pode recuar
São tantas as viagens do espírito que se pode começar muitas
Há sempre uma paisagem a ser contemplada
Seu sonho é a melhor janela para essa contemplação
Muitas viagens, muitos caminhos, mas só uma oportunidade
Paulo Viana

28 de abril de 2011

Porque escolhi o nome sou de varzea alegre

Muita gente me pergunta porque escolhi esse título para meu blog. É fácil de explicar e difícil de entender para muita gente.  Meus pais se conheceram lá, casaram, tiveram 12 filhos. Em 1954 nasceu uma sementinha perturbadora chamada Maria de Fátima Bitu. Até os 2 anos eu  tinha as pernas da minha mãe e caminhava normal mas veio a poliomielite que quase tirou a alegria de viver de meus pais. Tentei ser forte e fui à luta, não deixei que ninguém atrapalhasse meu sonhos. Estudei com Dona Elisa Gomes Correia que me deu grandes lições de coragem para vencer certos desafios. Ela era paralítica mas tinha um força interior tão grande e me ensinou tanto a não vacilar  diante das dificuldades. Ao lado da minha casa, tinha também a professora Iracy Bezerra de Morais que me passou grandes lições de sabedoria e bondade. No Ginásio São RaimundoNonato tive o primeiro contato com a língua francesa através da professora Aniete Ferreira Rolim. Como se não bastasse essas três professoras maravilhosas, ainda visitava muito a biblioteca da prefeitura, onde tive oportunidade de boas leituras.(Nesse tempo as pessoas tinham tempo para ler). Nessa época não havia televisão nem net. Acho que o maior embasamento cultural deve-se a tudo isso. Porque então não valorizar a terra onde comecei a minha vida estudantil? Sem falar nas boas amizades que deixei por lá e que até hoje as conservo. Em 2010, tive a honra de ser indicada como VULTO VARZEALEGRENSE. Algum mérito eu tenho e como tal sou bem reconhecida e respeitada na minha terra natal. É por isso que tenho orgulho de dizer que SOU DE VÁRZEA ALEGRE. Dedico esse pequeno relato a meus pais José Bitu e Vicentina que em momento algum desistiram de lutar para eu chegar até onde cheguei.
Maria de Fátima Bitu

Horizontes... Por Claude Bloc


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Fotos & Montagem: Claude Bloc

Atendendo a um pedido do amigo Rolim

Quando criança morei perto da igreja matriz da minha cidade, depois mudamos pra uma rua mais distante uns 300 metros mais ou menos. Todas as noites das novenas do padroeiro São Raimndo Nonato, minha mãe e os meus tres irmãos caminhávamos em direção a igreja, percorrendo a rua de acesso a casa de Deus. Era um corredor de cultura popular. Rebequeiros com suas toadas melancólicas sensibilizavam os fiéis, os emboladores com seus desafios alegravam a matutada, velhas sentadas no chão com seus ganzás nas maõs faziam seus apelos, uma esmola por amor de Deus e que te defenda de um mau vizinho. O fotógrafo ambulante com o seu lambe-lambe tirava as fotos dos casais apaixonados. O caipira com sua banca de jogo gritando preta ou morena, deu caipira. O violeiro contando a trágica morte de "Chico Mineiro". O malandro e o tapir com duas cartas de baralho gritando "essa perde e essa ganha". Já outro com um cinto enrolado sobre o chão desafiava a quem passava pra colocar o dedo a ser laçado. Bancas de todos os tipos de guloseimas eram oferecidas aos fiéis. Aluá de abacaxis, tinha o incolor e o colorido, sendo o último mais caro, doces de todas variedades, coxão-de-moça, quebra-queixo, cocadas, pirulitos e o pote com água dormida ao pé da banca para os fregueses matarem a sede. A novidade na época era a "Carmorama", espécie de projetor arcaico em que você colocava o olho no orifício e via os postais do Rio de Janeiro, praia de copacabana, Cristo Redentor e o Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Uma viagem inesquecível ficava gravada para sempre em nossa memória. Nem Bill Gates conseguiu até agora deletar. Após a novena o passeio no parque, com a roupa engomada a ferro a lenha e goma, um traje que não se via uma peça amarrotada. Felicidades... gritarias com as rodadas no carrossel, a velha vomitando tonta de tanto rodar, crianças assustadas, chorando, formava um ambiente misto de alegrias, admirações e as vezes medo. Que saudades eu tenho das noites de novena.
Norberto Rolim

Todo mundo tem um amigo

A saudade existe não porque estamos longe,
mas porque um dia estivemos juntos...

 verdadeiros amigos independente da distância sempre serão AMIGOS

Do blog do Sanharol para Fafá Bitu - homenagem

Blog do Sanharol disse...
Prezada amiga e colaboradora Fafá Bitu.
Receba o nosso reconhecimento e agradecimento por sua importante colaboração com o Sanharol. 
A homenagem que lhe prestamos é muito justa e merecida. Paz, saude e felicidades.
Antonio Morais.
26 de abril de 2011 11:30
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 CLÁUDIO SOUSA disse...
PARABÉNS FAFÁ PELO QUE CONHEÇO DE VOCÊ PUDE PERCEBER QUE VC É DE FATO UMA PESSOAL ESPECIAL PARA OS SEUS E PORTANTO MAIS QUE MERECEDORA DA NOSSA HOMENAGEM,
26 de abril de 2011 11:43
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 INFORMATIVO TEMPO DE CRESCER disse...
Neste momento em que o blog do sanharol faz justa homenagem a uma conterranea; aproveitamso ensejo para experessar a nossa admiração. parabéns fáfá.
26 de abril de 2011 11:47
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 MASTER FUTEBOL CLUB disse...
Fazendo votos de que a homenageada do blog do sanharol no dia de hoje, continue firmemente divulgando o seu amor a sua terra natal. Isso traz a cada um varzealegrense que acesse esse Blog se encher de orgulho por saber que voce fafá é mais uma que nao nega a sua origem . Parabéns
26 de abril de 2011 11:53
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 Rolim disse...
Bela homenagem a uma pessoa merecedora de todos os elogios que os comentaristas depositaram nela.Parabens, Fafá.Abraços.
26 de abril de 2011 12:19
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 Magnólia Fiuza disse...
Fafá 
Parabéns pela bela homenagem do Blog Sanharol para você.
“Il ya des moments dans la vie que nous devons taire et laisser parler le silence du cœur. Pour le sentiment que la langue ne l’exprime pas parce qu’il ya des émotions qui ne connaissent pas les mots à traduire.”
26 de abril de 2011 12:21
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 Luiz Lisboa disse...
Fafá,Paz e muita felicidade.
A Bondade.
A bondade em palavras
cria confiança,
A bondade em pensamento
cria profundidade,
A bondade em dadíva
cria amor.
Lao-Tsé.
26 de abril de 2011 12:58


 João Pedro disse...
Parabens Fafá.
O Sanharol festeja sua presença e importante participação.
26 de abril de 2011 13:37
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 Vicente Almeida disse...
E...
Fafá:
Neste dia de homenagens a sua pessoa, quero me juntar aos demais e me solidarizar com este esse significativo momento.
Você bem merece todas as palavras de carinho já escritas, e aquelas que virão depois de mim.
Aceite um grande abraço do
Vicente Almeida
26 de abril de 2011 13:56
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 Claude Bloc disse...
Fafá para mim foi uma revelação. O mais interessante é que mesmo nos primeiros contatos, parecia que eu já a conhecia há séculos. 
Em Francês ou em Português a nossa comunicação foi sempre de plena confiança uma na outra, firmando, assim, uma amizade sincera.
Daí eu considerar que esta homenagem foi de pleno merecimento porque Fafá é uma pessoa batalhadora e por essa razão conseguiu realizar seus propósitos e vencer os desafios, além de superar as adversidades que a vida lhe trouxe.
Para você, Fafá, meus parabéns pela pessoa que é: franca e decidida.
Ja t'embrasse avec mon amitié.
Claude
26 de abril de 2011 14:22
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 CLÁUDIO SOUSA disse...
SABÊ QUEM ESSE CABOCO QUE DITOU ESSAS PALAVAR TAO BUNITA QUE LUIZ ACENTOU PÁ FAFÁ ????
26 de abril de 2011 14:33
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 klebia Fiuza disse...
Fafá, por todo o seu exemplo de coragem, determinação e amor pela vida, você é merecedora dessa linda homenagem..
Beijos de parabéns.
26 de abril de 2011 14:43
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 NETO AQUINO disse...
Minha querida Fafá, 
A família Aquino se orgulha de ter você como uma grande AMIGA. Nada mais justo que, nesse dia especial, poder dizer a todos o quanto te admiramos. 
Parabens.
26 de abril de 2011 15:49
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 Sávio Pinheiro disse...
Fafá,
Que surpresa agradável abrir esta página e me deparar com a homenageada de hoje. Você é, e será sempre uma estrela, uma estrela-guia, pois o seu exemplo de vida pode e deve ser copiado por todas as pessoas que sonham.
Um grande abraço e muita paz.
26 de abril de 2011 17:24
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 Fideralina disse...
Engano seu, Fafá, não estou nessa. Essas coisas são feitas naturalmente.Concordo com a homenagem, muito merecedora. Confesso que não sabia, esperava que acontecesse. Um abraço e você será sempre homenageada por todos que a conhecem.
26 de abril de 2011 18:56
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 Zé NIlton disse...
Faço minhas as palavras da sempre terna Magnólia reveladas a grande Fafá Bitu, ditas naquela que fora outrora a nossa segunda língua. 
Já ouvi muito falar da Fafá, principalmente nos termos que o nosso blog do sanharol anunciou.
Varzealagre tem produzido mulheres e homens que contribuem para o enriquecimento de nossa cultura.
Parabéns, profa. Fafá Bitu!
26 de abril de 2011 19:25
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 Francisco Gonçalves de Oliveira disse...
Fafá Bitu
A homenagem foi divina
E ela bem que merece
Várzea Alegre se combina
Mulher forte não esmorece
Fafá Bitu nos ensina
Professora não esquece
Protesta com voz encima
Das derrotas que conhece
Vencedora uma heroína
Foi à luta até vencer
Gosto demais dessa menina
Eu quero imitar você
A grande mulher pequena
Mais um contraste se ver
Fafá te dedico esse sonetinho, não é um clássico Soneto Shakespeariano, mas foi o que consegui com meu esforço sub humano. Bem, estou aprendendo!
Abraço!
26 de abril de 2011 20:17
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 JOÃO BASTOS BITU disse...
Falar de Fafá Bitu é recordar um passado que marcou época em nossa querida Várzea-Alegre. Exemplo de superação, de amor a família, de dedicação, de uma estudante que enfrentou dificuldades, superou desafios e hoje é orgulho do povo de sua comunidade. Você me faz lembrar-se de toda família em especial o mano Raimundo que além de família era um verdadeiro irmão sincero e querido de todos. Homenagem mais do que justa, aproveito para mandar um forte abraço para todos os nossos familiares.
26 de abril de 2011 21:48
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 Isabel disse...
Uma homenagem mais que merecida e justa.
FAFÁ BITU é um dos nossos valiosos talentos.
Como bem sabemos, decididamente, sem temer, com toda confiança em DEUS e na certeza de que superaria as adversidades que lhe foram impostas pelo destino, partiu para luta. Abraçou, enfrentou e venceu com todo empenho, com toda garra, com toda dedicação e com toda sabedoria inumeros DESAFIOS...!!!
Destacou-se pelo seu alto grau de competência como uma excelente professora/educadora na nossa capital alencarina.
Vale salientar também o seu brilhante papel como IRMÃ/MÃE dedicando todos os cuidados, apoio, assistência, atenção, CARINHO as manas, MASSOCORRO (in memoria ) e ZEZÊ.
Uma incansável e verdadeira batalhadora ...!!!
Uma varzealegrense que propaga e exalta a nossa terra e defende de corpo e alma tudo " aquilo " que vier para o BEM e ENGRANDECIMENTO do nosso povo.
FAFÁ querida, com todo reconhecimento, com todo carinho, a minha admiração, os meus PARABÉNS...!!!
Que DEUS continue te iluminando, te protegendo e te conduzindo a novas CONQUISTAS...!!!
Grande abraço de PAZ extensivo a nossa amada ZEZÊ...!!! Isabel Vieira.
26 de abril de 2011 22:07
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 Dihelson Mendonça disse...
Opa.... 38 comentários! Que maravilha. 39 com esse aqui. Fafá Bitu, meus parabéns, minha querida! Esse Blog do Sanharol está literalmente "bombando!" As pessoas participam mesmo. Isso é que e uma verdadeira comunidade harmoniosa, de pessoas que possuem afinidades.
Parabéns Fafá Bitu. Anseio por nos encontrarmos pessoalmente. Eu te desejo muita PAZ, muita SAÚDE e muitas alegrias.
E tambem para todo mundo do Blog do Sanharol.
Dihelson Mendonça
27 de abril de 2011 04:40
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27 de abril de 2011

A grande mulher pequena

Fafá Bitu

A homenagem foi divina
E ela bem que merece
Várzea Alegre se combina
Mulher forte não esmorece

Fafá Bitu nos ensina
Professora não esquece
Protesta com voz em cima
Das derrotas que conhece

Vencedora uma heroína
Foi à luta até vencer
Gosto demais dessa menina

Eu quero imitar você
A grande mulher pequena
Mais um contraste se vê

Fafá te dedico esse sonetinho, não é um clássico Soneto Shakespeariano, mas foi o que consegui com meu esforço sub humano. Bem, estou aprendendo!
Abraço! Francisco Gonçalves

MOMENTO DA POESIA - Por Claude Bloc

Poema Guardado
 - Claude Bloc -



Tenho um poema guardado
Indeciso, encabulado
Preso nas entrelinhas
Entre a coragem e a covardia.
Um poema de alegria,
De versos entrecortados
Refreada poesia...

Poema de tantas horas
Poema que  te anuncia.
Que canta forte aqui dentro
Que fala de ti todo dia,
Nem  vê o tempo que passa
E essa saudade que fica
Em cada verso uma flor
Um sonho que prometias.

Claude Bloc

Uma homenagem mais que merecida e justa.

Uma homenagem mais que merecida e justa. FAFÁ BITU é um dos nossos valiosos talentos.
Como bem sabemos, decididamente, sem temer, com toda confiança em DEUS e na certeza de que superaria as adversidades que lhe foram impostas pelo destino, partiu para luta. Abraçou, enfrentou e venceu com todo empenho, com toda garra, com toda dedicação e com toda sabedoria inumeros DESAFIOS...!!!
Destacou-se pelo seu alto grau de competência como uma excelente professora/educadora na nossa capital alencarina.
Vale salientar também o seu brilhante papel como IRMÃ/MÃE dedicando todos os cuidados, apoio, assistência, atenção, CARINHO as manas, MASSOCORRO (in memoria ) e ZEZÊ.
Uma incansável e verdadeira batalhadora ...!!!
Uma varzealegrense que propaga e exalta a nossa terra e defende de corpo e alma tudo " aquilo " que vier para o BEM e ENGRANDECIMENTO do nosso povo.
FAFÁ querida, com todo reconhecimento, com todo carinho, a minha admiração, os meus PARABÉNS...!!!
Que DEUS continue te iluminando, te protegendo e te conduzindo a novas CONQUISTAS...!!!
Grande abraço de PAZ extensivo a nossa amada ZEZÊ...!!!
Isabel Vieira

26 de abril de 2011

Le silence

“Il y a des moments dans la vie que nous devons taire et laisser parler le silence du cœur. Pour le sentiment que la langue ne l’exprime pas parce qu’il y a des émotions qui ne connaissent pas les mots à traduire.”

24 de abril de 2011

Acorda, Várzea Alegre!

Meu nome é Maria de Fátima Bitu. Nasci na rua Major Joaquim Alves, 58. Estudei no Educandário Santa Inês e no Ginásio São Raimundo, em Várzea Alegre - Ceará. Essa é a minha real identidade e ninguém pode mexer nela. Por favor, não mexam mais com os  nomes de ruas e escolas da minha cidade. 
Essa é a casa onde nasci, tudo bem, meus pais morreram, vendemos a casa e os donos tem direito de fazar as mudanças que quiserem lá, ou nem fazerem nada, ou demolirem porque ela não faz parte do patrimônio cultural. Em nome dos varzealegrenses que ainda moram aí e dos apaixonados pela terrinha mas tem medo de protestar eu o faço por respeito a minha querida VÁRZEA ALEGRE. Não adianta venerar São RAIMUNDO e desrespeitar sua gente, seus valores culturais. 
Maria de Fátima Bitu

Repentes de meu saudoso pai José Bitu

Uma amiga da família resolveu voltar a estudar já com os filhos criados e passava todo dia em direção ao Ginásio São Raimundo, vítima das proezas de meu pai. Lá pelas tantas, ela desistiu do curso e papai sentiu falta de sua passagem na calçada da bodega...na hora do jantar ele comentou na mesa: " PARECE QUE FULANA DE TAL JÁ FORMOU-SE, NUNCA MAIS ELA PASSOU POR  EM DIREÇÃO AO GINÁSIO SÃO RAIMUNDO."

Mon Ofchan André

Essa vida de professor nos reserva cada surpresa! André é mais um dos tantos alunos que passaram pela minha sala de áula ao longo dos 25 anos de carreira. Muito jovem, muito simples mas sempre muito seguro de si. Assimilava rapidamente cada  áula e como a gente tem um contato muito estreito com o aluno de língua estrangeira não foi difícil para mim saber um pouco de sua vida. Domina o inglês muito bem, ensinou no   D.E.C. Sempre achei que ia ser pouco tempo, não durou muito esse grande aluno que se tornou um grande amigo me telefonou comunicando que havia passado no concurso para oficial de chancelaria. Brasília foi sua primeira experiência como oficial de chancelaria no Itamarati entre tantas que já teve. Mudar de um país para outro tornou-se muito "déja vu" para André.Hoje trabalha em Chicago mas sempre que vem à Fortaleza .aparece  aqui. em casa. Nessa sexta-feira santa tive a grata surpresa de recebê-lo, coisa que ele sempre faz cada vez que tira férias, vem visitar sua mãe e irmãos. É para você, meu querido offchan que dedico minha página de hoje. De aluno você se tornou um grande amigo,um bom confidente, sinto muita falta de nosssas conversas em francês. Continue sempre assim, tenho muito orgulho de você.Fico aqui na arquibancada torcendo por você SEMPRE. Abraço Fatinha

23 de abril de 2011

Um violão na madrugada

Evilásio, quero ter essa boa lembrança sua: um violão. Quantas vezes fui acordada na madrugada ao som da  turminha do Ernandes: Cristiano, você, Dias,Roiz e Conde. Vocês sabiam exatamente as músicas que eu mais gostava e na Rua Adolfo Campelo vocês chegavam para  me fazer uma serenata. Era tão bom....mas agora Papai do Céu levou meu violonista predileto e nossa turminha está muito saudosa, já nos telefonamos, já choramos, já relembramos nossos melhores momentos e eu queria que você agora tocasse e cantasse para os anjos. Tenho certeza que você está animando muita gente nessa nova morada. Evi, você embalou muitas madrugadas minhas e do Ernandes. Deixo como lembrança uma  música  da  Bethânia para relembrar a nossa
BELA MOCIDADE
Quando eu me lembro,
Da minha bela mocidade.
Eu tinha tudo a vontade,
Brincando no boi de Axixá.
Eu ficava com você,
Naquela praia ensolarada,
E a tua pele bronzeada,
Eu começava a contemplar.

Mas é que o vento buliçoso balançava teus cabelos,
E eu ficava com ciúme do perfume ele tirar.
Mas quando o banzeiro quebrava,
Teu lindo rosto molhava,
E a gente se rolava na areia do mar.


Morena veja como é tão bonito
Quando a lua vem surgindo
E começa a clarear o mar
É quando eu me lembro
Dos tempos passados
Eu era o seu namorado
E vivia a contemplar
Naquela praia tão linda
Noite e dia a clarear,
O vento soprava forte
Querendo o teu lindo cabelo açoitar.

Naquela praia tão linda
Noite e dia a clarear,
O vento soprava forte
Querendo o teu lindo cabelo açoitar.

Mas é que o vento buliçoso balançava teus cabelos,
E eu ficava com ciúme do perfume ele tirar.
Mas quando o banzeiro quebrava,
Teu lindo rosto molhava,
E a gente se rolava na areia do mar.

MOMENTO DA POESIA - Por Claude Bloc

 Não há poeta
- Claude Bloc -



Hoje não há poeta, creio,
então escrevo à toa
e no meu canto
fecho a gaveta simplesmente
e estanco.

Hoje o sereno prendeu-se nos rebites da noite
e foi tanto espanto, e foi tanta graça
que levantei as mãos para apanhar a lua
e num instante
recolhi as cores de minha saudade
estendi o manto da simplicidade
E tentei dormir.

E foi tanto espanto, e foi tanta graça
que levantei as mãos para apanhar a lua
e escrevi t/meu nome no  meu travesseiro
Aos poucos
derramei a noite em minha vida
e lhe dei essa lua de presente.

Escrevi,sim, sem saber,  metáforas
Fiz-me poeta
Inquieta e inculta
e deixei a lua branca e soberana solta no céu.
E naquele momento,
nesse mesmo instante
a noite escorreu por entre meus dedos...
e foi tanto espanto, e foi tanta graça
que levantei as mãos para apanhar a lua
e... nasceu o poema.

Claude Bloc

21 de abril de 2011

Minha mensagem de Páscoa

"Faça desta páscoa, a tua páscoa.
Faça desta ressurreição, tua ressurreição.
Mude, partilhe a vida na esperança,
Lute para vencer todas as batalhas da vida,
Ajude mais gente a ser gente,
Viva em constante libertação,
Creia na vida que vence a morte.
Diga sim ao amor e à vida,
Invista na fraternidade,
Lute por um mundo melhor,
Vivencie a solidariedade,
Renasça, recomeçe,
e veja que hoje...
somos melhores do que fomos ontem.
Feliz Páscoa, cheia de paz, amor e muita saúde!

20 de abril de 2011

MOMENTO DA POESIA - Por Claude Bloc

Coisas minhas
-  Claude Bloc -

O dia se fecha
e pelas ruas
o sol dança com a chuva
serra acima
serra abaixo
pela chapada...

Cá na terra
pingos  gelados
desbotam meus cabelos.
Mas o poema fecha os olhos
e sente os versos
serra abaixo
serra acima
e como sangue
a poesia parece
correr em minhas veias.

E então se vai o tempo
e a tarde tinge
as saudades de vermelho
e espera a lua surgir
por entre as nuvens
por entre um véu de estrelas...
E só então
a alegria se espalha
pela linha da serra
e abraça a lua cheia
em trova, em sinfonia.

São essas coisas
tão minhas
essa chuva, esse sol
serra acima
serra abaixo...
coisas que trago guardadas
no silêncio
tanto e tão forte
que muitas vezes
não me compreendo.

Elas invadem as paredes
da minha solidão
e se desdobram
em sonhos, em risos
em lembranças
que agonizam
entre sins e nãos.

Claude Bloc

Parabéns, Maria Otília!

Acabo de receber o livro de minha amiga conterrânea Maria Otília Diniz Arcoverde: CRIANÇAS DA MINHA VIDA E OUTROS ESCOPOS
Adorei a dedicatória e transcrevo:
Fafá, Fafá!
Voce sabe porque lhe amo. Você também faz parte à caça das borboletas: peculiariedade da infãncia, daquilo que ainda é nosso com tanta propriedade; a nossa terra, um sopro de Deus.
Marai Otília

Pense nisso!

Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas.
Ele disse: - Há uma batalha entre dois lobos que vivem dentro de todos nós.
Um é Mau - É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho falso, superioridade e ego.
O outro é Bom - É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade,
humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.
O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô:
- Qual lobo vence?
O velho índio respondeu:
- Aquele que você alimenta!


Pense nisso!

18 de abril de 2011

Arroz cacheado

Arroz cacheado que meu primo Zé de Afonso Bitu plantou, e nos mostra com muito orgulho: o fruto do seu trabalho.

16 de abril de 2011

Mais uma de Fridda




Vou falar que sou forte
Sou teimosa e gentil
Não finjo ser amiga
Chego devagar, sutil.
Externo meu carinho
A amiga Fátima Bitu
Que vem devagarzinho
Dizendo sai da frente
Esse será o caminho
Que seguiremos juntas
Até o Pai ajudar
Nos dando saúde e paz
Procurando agradar
Todos que nos rodeiam
No caminho a trilhar

Para Refletir


Jesus carrega a cruz.
  Há pessoas que carregam fardos, uns mais leves, outros mais pesados. Há pessoas que carregam o fardo através daquilo que seduz e, daquilo que induz, e para elas, isto é sua cruz. Há pessoas para que viver não é nada fácil, pois vivem a alternância de sucessos e de fracassos. Há pessoas que vivem numa situação de trevas, embora desejando a luz. há pessoas que fazem uma caminhada a vida inteira e, depois, percebem que, entre tantas pessoas, ela é ou se considera derradeira, que sempre alguém lhe passa à frente ou lhe passa a rasteira, que não tem de si um bom conceito, até acredita que se entregue por besteira, que fale asneira... Há pessoas que carregam pesados fardos. Há pessoas que se sentem cansadas por terem sido enganadas, ludibriadas, não valorizadas, largadas, deixadas e fazem disso sua cruz. Há pessoas que sofrem o não reconhecimento. Há pessoas que lutam anos a fio, que lutam a vida inteira para ter um pouco de paz. Cruzes, cruzes e cruzes. E elas pedem luz, luz ou luzes. Pedem inspiração, pedem uma orientação a fim de evitar confusão.
  Há pessoas que acreditam viver sob o peso da maldição. Há pessoas que mesmo acompanhadas, sofrem de solidão. Há pessoas que vivem um descontentamento e passam isso adiante como se lançassem semente. E agora o que se faz? Como se pode transformar em beleza o que é mordaz? Como pode tornar impossível o que é o que é incapaz? Como é possível trazer alegria para quem nada satisfaz? Como é possível fazer chover para se poder plantar e fazer crescer? É necessário ter que se ver para crer? Como é possível alguém querer e não poder? E como é possível alguém poder e, depois que fizer, por isso vier a sofrer?
  Cruz! Jesus carrega a sua cruz, por ela ou sob ela caiu três vezes; uma só vez foi ajudado. Eu preciso pela minha cruz não ser subjugado. Eu preciso prestar-lhe um sentido sem o que eu me sentirei de constante dividido. Eu preciso me conduzir. Eu preciso enfrentar o perigo e pedir a graça de ser livre do que me tiraria do caminho e me levaria a desvios. Eu preciso ter a constância dos rios, a força silenciosa das águas. Eu preciso voltar a me encantar. Eu preciso encontrar razões para não chorar. Eu preciso ter algo a comunicar, algo a contribuir para o ato de estar vivo como forma de agradecer a vida que me faz viver, sofrer e amar.
  Os sofrimentos que decorrem de tua forma coerente de viver é a tua cruz. Não podes negar tua cruz. Faze dela tua companheira, educadora companheira. Seja ela sinal de amor incondicional e solidário, aquele que caminhará lado a lado dos esmagados. Vida coerente que, mesmo em silêncio, muita verdade encerra. então na confiança responde: onde sentes mais a tua cruz? Onde ela mais te pesa? Onde por ela tu te sentes mais enfraquecido? Onde a tua dor é maior?
  Jesus carrega a cruz. Não significa passividade, não significa aceitar o inevitável; significa aceitar corajosamente e ser fiel consequentemente. sofrendo se preciso for, para não se perder a razão pela qual se vive, mesmo na dor. Acima de toda desdita, sobrepõe-se um plano de vida. Há que ser constante na fé, paciente na tribulação e constante na oração. (cf. Rm 12,12) e transformar em sim o que de constante vem em forma de não.
  Eu tenho de enfrentar. Essa cruz eu ei de carregar, por que se eu vier a negá-la eu estarei semelhante àqueles que mal chegam já arrumam as malas. Eu deverei ser constante, firme e forte, tendo claro o objetivo de se viver a cada instante.
  Deus é Pai, que não te deixará não te largará. Contigo, dias sem fim, acompanhar-te-á. Ele é fiel e sempre será.
  Jesus! Vejo-te condenado. Desolado sob o peso de um madeiro esmagado. Trôpego, cambaleante, lastimável estado. Impropérios, gritos, insultos, em espetáculo público é dado o Rabi de Nazaré que desrespeitou a Lei, descumpriu o Sábado, diziam, e fez muito mal... que só fez o bem outros diziam, que carregava um peso que não merecia... que ensinava às massas que a prática da misericórdia mais que mil sacrifícios valia... opiniões desencontradas... agora o que vejo? Jesus carregando a cruz. Vai morre! Deus Santo, como posso entender? E nós que tudo deixamos para segui-lo, como ficamos? Não foi tudo uma ilusão, obra de um engano?
  Jesus carregando a cruz! Que dos céus eu recebesse alguma luz. Jesus cambaleante. Cena humilhante! Eu estava inconformado. Era-me demasiadamente difícil ver o Rabi naquele estado. Mais difícil ainda era suportar o que eu não entendia, o que só bem posteriormente compreenderia. Revolta, medo, vergonha, por tudo isto era eu tomado. Quem o viu como eu o vi, quem conviveu com ele como eu convivi, difícil era admitir que, de forma tão deplorável, naquele estado ele viesse a morrer. Seria possível que o Pai, Abi, como ele o chamava, permitisse que isso viesse a acontecer? De raiva inconformado, ali no meio da turba, olhando Jesus de longe eu chorava.
 Padre Airton Freire

O Circo

O circo

Quando eu era adolescente, meu pai e eu estávamos na fila para comprar ingressos para o
circo. Finalmente, havia apenas uma família entre nós e o guichê. Essa família me causou uma profunda impressão.
Havia oito crianças, provavelmente todas com menos de 12 anos. Podia-se dizer que elas não tinham muito dinheiro. Suas roupas eram baratas, porém limpas. As crianças eram bem comportadas, todas em pé na fila duas a duas de mãos dadas, atrás de seus pais. Falavam animadamente sobre os palhaços, os elefantes e outras coisas que veriam naquela noite. Podia-se perceber que nunca tinham ido ao circo. O programa prometia ser um grande acontecimento em suas vidas
jovens. O pai e a mãe iam à frente do grupo, tão orgulhosos quanto
poderiam estar. A mãe segurava o braço do marido e olhava para ele, como se
dissesse, “Você é meu cavaleiro com uma armadura brilhante”. O pai
sorria cheio de orgulho e olhava para ela, como se respondesse, “Você tem razão.”
A vendedora de ingressos perguntou ao pai quantos ele queria.
Ele respondeu, “Por favor, quero oito de crianças e dois de adultos para levar a minha família ao circo”. A vendedora disse o preço. A mãe ficou cabisbaixa e largou a mão do marido, que ficou com os lábios trêmulos.
Ele perguntou novamente: “Quanto foi que a senhora disse?” A vendedora disse novamente o preço. O homem não tinha dinheiro suficiente.
Como poderia dizer a seus oito filhos que não tinha dinheiro suficiente para levá-los ao circo?
Vendo o que acontecia, meu pai colocou a mão em seu bolso, pegou uma nota de vinte dólares e a deixou cair no chão de proposito. Meu pai se abaixou, pegou a nota, tocou no ombro do homem e disse “Senhor, com licença, isto caiu do seu bolso.”
O homem entendeu o que estava acontecendo. Não estava pedindo esmolas, mas certamente apreciou a ajuda em uma situação terrivelmente constrangedora. Ele olhou bem nos olhos do meu pai, pegou a sua mão nas suas, apertou com força a nota de vinte dólares e, com os lábios trêmulos e uma lágrima rolando em seu
rosto, respondeu “Obrigado, senhor. Isso significa muito para mim e para a minha família.”
Meu pai e eu voltamos para o nosso carro e nos dirigimos para casa. Não fomos ao circo naquela noite, mas valeu a
pena.
VALEU A PENA FAZER AQUELA FAMÍLIA POR TÃO POUCO FELIZ!


Divagar devagar...

- Claude Bloc -


De repente um fio de ar mais fresco entrou pela janela da sala. Eu nem havia notado que a tarde estava se despedindo... Olhei pro relógio na hora em que batiam na igreja as 17 horas. O sol estava baixando. Na calçada cadeiras aguardavam um dedo de prosa .

Saí pelo portão entreaberto e me vi em frente à pracinha. Pracinha do Jambo. As cadeiras pareciam companheiras de sempre, uma ao lado da outra, juntinhas. Percebi nesse momento que o Crato fez da vida um cuidar de mim, dos meus sentimentos e estou contente porque o Pimenta é o bairro de minha infância e adolescência e a Françalegre ainda está lá quietinha, como quando era a casa era de papai.


Da rua, meu olhar atento se ocupa, como se fosse o dono dela. Vejo-me debruçada plantando manjericão, malva, cidreira, babosa e brigando com o vento para que deixe as calçadas limpinhas. Cenários se misturam. Tempo se embaraça. Horas tardam.

Há muito tempo minha rotina era a mesma. Eu precisava mudar. Se não aqui no Crato, na fazenda: assistindo ao tempo. Um tempo lento eu sei, tipo aquele que faz as crianças da rua crescerem um pouco a cada ano – e assim me vi pensando em como mudam as brincadeiras, as estaturas, os namoricos. Hoje as crianças são enormes, precoces e não brincam mais como eu fazia antigamente.

Penso nesse tempo. Nessa nesga de minha história. Um tempo que quase pára quando estamos proseando sobre a vida... Uma prosa tão boa como um bolo de puba saindo do forno. Tão boa que nem pela fome é interrompida. E então, nessa hora, paramos por um instante. Olhamos para o céu e já anoiteceu. Tá na hora de encostar a cabeça num sonho qualquer...
.

Nessa hora, eu entro em casa e só me levanto dessa cadeira porque sei que amanhã me sentarei aqui mais uma vez, para sentir esse sereno do Crato e absorver as energias da Chapada. Para sentir que o bonito da vida é poder olhar para ela e olhar com essa simplicidade que adoça a nossa existência. Melhor ainda se for da calçada da minha casa. Onde eu abrigo a saudade de você.
Claude Bloc

15 de abril de 2011

Uma lição de vida contempla o passado

Eis a " famosa" Lilou Filipe que escreveu em caderninhos, fragmentos de sua vida cuidadosamente guardados pela sua filha MARGARIDA SOUSA MELO. Para comemorar seus 90 anos, os filhos, netos, bisnetos, genros e noras resolveram editar:" LILOU - "UMA LIÇÃO DE VIDA CONTEMPLA O PASSADO". Este livro está na primeira pessoa e o texto o mais fiel possível aos escritos iniciais. Uma homenagem não só a ela mas também ao seu querido esposo Sousa Pereira(meu tio). Seu perfil descrito pelos filhos é de uma mãe protetora, cuidadosa, carinhosa, determinada e vencedora. Alguém que faz a diferença no mundo! Ah! Ela é também conhecida no Crato e pela mídia como "A VOVÓ DO VOVÔ por ser torcedora ardorosa  do Ceará.
Fátima Bitu